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Sobre o que é tudo isso? Por que todas essas indagações a cerca do óbvio? E a minha resposta continua sendo a mesma. Não sei, não sei mesmo! É irônica a forma como me vi envolvida em tudo isso, apenas por querer acreditar que alguma coisa ainda valesse a pena nesse mundinho sórdido, hipócrita e frio. De repente lá estava eu, como sempre estou. Inabalável, incapaz de sofrer algo a mais e foi nesse contexto que você chegou, igualmente irônico e foi me atraindo assim como uma cobra hipnotiza suas vítimas e eu fui me deixando iludir e fui me iludindo, eu queria acreditar em tudo aquilo, fui me envolvendo e quando vi, estava já apaixonada.
Me entristecendo, alegrando-me com você, por você. De domadora, me tornei submissa, mas por que? Perguntei e algo dentro de mim respondeu: É o amor que chegou. Me senti feliz, muito feliz, eu era finalmente o porto seguro de alguém e eu tinha alguém. Mas, como tudo em que acredito fracassa, também fracassou esse amor, foi do céu ao inferno, apenas por palavras trocadas friamente. Mais uma vez eu gritei, eu chorei, eu quis realmente brigar, porém acabei entendendo que é e foi tudo em vão.
Não me arrependo, nunca irei me arrepender porque tudo o que eu disse e fiz, foi por amor e acredito também que pelo menos um pouquinho, por um minuto, um segundo, você também gostou de mim.
Quando me dizia Eu te amo, meu coração vibrava e eu podia sentir um arrepio que percorria todo o meu corpo e se instalava em minha alma.
Se tudo podia ser assim tão bom, por que não durou? Uma infinidade de obstáculos se colocaram em meio ao encantamento e este foi se quebrando, até que finalmente passou a amizade. Agora como? Se todas as vezes que eu te encontro, tenho vontade de falar tudo o que eu sinto? A dor que me atormenta, a tristeza que me assola por ainda te amar e com muito mais intensidade do que antes.
Atrás desse sorriso tem uma lágrima, atrás dessa mulher tem uma criança. Atrás dessa dor tem um enorme amor.
A máscara caiu e ficou só o que consiste a essência.
Viu?
Esta crônica foi escrita há tempo. Aprendi o quanto nós banalizamos tais sentimentos. Não sabemos seus reais significados. Nos doamos para os relacionamentos que achamos valer a pena - pensando no momento - e quando esse acaba, tiramos uma lição para o próximo e sempre vai ser assim. Um relacionamento melhor que o outro. Eu não sei viver pela metade, definitivamente, relacionamento p/ mim, tem que ter entrega mútua. Agora sei que só o tempo nos tira as dúvidas e nos mostra o que é efêmero e o que é verdadeiro. Intenso. Vivo. Forte.