quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Cavo
É quando uma lágrima escorre pelas constantes curvas do meu rosto, irrefreáveis. Dói. Esfola a pele, passo a passo, deixando marcas e migalhas de sal, – meus suspiros - pois de doce, já não tenho nada mais, nem meus prantos outrora suaves. A ânsia de escrever sobre meu desespero, faz-me permanecer no monótono, insípido. Mil e uma palavras sem significado algum, fundamento algum. A náusea de desabafar em versos precisa de um grito, mas nada sai, apenas um ar rudemente arranhado, nenhuma vírgula. Nada. Vão. Vácuo. Vazio. Mim.
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